Escrevo este post participando da Blogagem Coletiva prosposta pelo blog Desabafo de Mãe em comemoração da SMAM 2012.

Percebi que muitos mitos envolviam a amamentação quando, em uma das consultas à minha antiga G.O., ela fez questão de avisar: “Se não ler esse livro, não faço seu parto”. O livro era o Nana Nenê , de Gary Ezzo e, francamente, eu não entendi o que ele poderia ter a ver com o meu parto. Mas, curiosa que sou, li o tal livro.
Entre dicas sobre como deixar seu filho dormir sozinho no berço – sim, chorando – e outros aspectos da “moderna maternidade” – que diz que os pais não devem mudar em nada sua vida por causa dos filhos – o livro defendia a rotina e o horário para a amamentação. Então, entendi. Ela queria que eu aprendesse a ter horários de amamentação para que não precisasse procurá-la com dúvidas. “Isso vai evitar que você me ligue pela madrugada”, confessou ela mais tarde.

Os que conhecem minha história sabem: mudei de G.O. e nunca coloquei em prática as ideais do livro – nem recomendo a sua leitura. Mas toda essa história serviu para que eu entendesse que teria que seguir meus instintos sobre o que achasse que seria melhor para minha filha. E, entre essas coisas estão: amamentação em livre demanda, exclusiva até os 6 meses de idade e continuada até quando bem entendermos.

Percebi, então, a importância de disseminar este tipo de informação, muitas vezes distorcida ou condenada por muitos médicos – mesmo que incentivada pelo Ministério da Saúde. Porque, com informação de qualidade, cada mãe tem a liberdade de escolher o que achar melhor para seus filhos e ficar tranquila por ter feito suas próprias e conscientes escolhas.