geleia de frutas vermelhas

Fácil receita de geleia de frutas vermelhas

Garantir uma alimentação saudável para nossos filhos é essencial. Por isso, aqui no blog, vez ou outra, você encontrará receitinhas bacanas para as crianças. São opções saudáveis e fáceis que testo por aqui e compartilho com vocês.

Apesar de gostar muito, não é sempre que consigo tempo para me aventurar pela cozinha. Dia desses vi na  geladeira uma bandeja de amoras e outra de morangos, todos maduros e prontinhos para virarem uma deliciosa geleia. Para adoçar usei apenas um pouco de rapadura ralada, bem mais saudável do que o açúcar. Aí até da para oferecer no lanche de crianças acima de 12 meses.
Se você não tiver a rapadura e quiser outra opção menos trash que o açúcar refinado, pode usar o mascavo ou, até mesmo, o demerara.
Essa receita foi inspirada pelo site Crianças na Cozinha, que recomendo muuuuito!

Ingredientes

1 xícara de amoras
1 xícara de morangos (de preferência orgânicos. Morangos costumam ser campeões no quesito agrotóxico).
suco de meio limão
1/2 xícara de rapadura ralada

Modo de fazer
Coloque em uma panela no fogo baixo os morangos picados e 1/2 porção das amoras picadas. Acrescente a rapadura ralada e o suco do 1/2 limão. Bata a outra porção de amoras no liquidificador com um dedinho de água e acrescente a mistura na panela.
Mexa de vez em quando. As frutas vão se desfazer e o caldo começará a ser formado. Um incrível perfume de geleia de frutas vermelhas irá invadir sua casa. Você notará quando a mistura se transformar em geleia, ficará viscosa e com uma cor linda. Deixe esfriar e coloque em um frasco de vidro na geladeira.
Deliciosa para ser servida com torrada, pãozinho, pão de queijo e queijo branco.

Espero que gostem 😉

doula-pos-parto
Os primeiros dias em casa com o bebê não costumam ser muitos tranquilos.

As mulheres estão sensíveis emocionalmente por conta das alterações hormonais, muitas sentem dores causadas pela cesárea e algumas estão extremamente cansadas pelo trabalho de parto.

Aquele bebê tão pequenino que acabou de chegar e depende completamente dela, está passando pelo quarto trimestre (conhecido como período de extero-gestação) e tem grande necessidade de atenção. É muito normal sentir-se insegura nessa hora, com dúvidas essenciais sobre como amamentar e cuidar dele.

O pai, também imerso em novos sentimentos, tenta entender qual é o seu lugar nessa nova situação e de que forma pode ajudar sua companheira.

Se há um filho mais velho, existe ainda a necessidade de incluí-lo e saber como lidar com o ciúmes natural.

E, além de tudo isso, existem as questões com família e visitas. Como lidar com tanta gente querendo conhecer o bebê?

É neste cenário de adaptações e descobertas que o trabalho da doula pós-parto acontece. Sua principal função é dar apoio físico e emocional à mãe.

Mas não se trata de uma enfermeira ou babá que vêm para cuidar do bebê. O foco da doula são as necessidades primordiais da mulher que acabou de dar à luz. Seu principal papel é empoderar a nova mãe , mostrando o quanto está em sua própria natureza ter todas as condições de cuidar do seu filho. A mulher é encorajada a cuidar do bebê e de si própria.

Para isso, a doula traz sugestões de cuidados com o bebê e estratégias para mobilizar familiares e estruturas para darem à mãe o apoio necessário.

>> Algumas das tarefas da doula:
Auxílio para elaboração do plano pós-parto
Orientações para o início da amamentação
Sugestões de cuidados com o bebê (banho, uso de carregadores, formas de acalmá-lo, rotina de sono)
Acolhimento emocional da mãe sem julgamento
Dicas de como inserir o filho mais velho e o parceiro neste novo cenário familiar
Orientações sobre como mobilizar a família para ajudá-la
Orientação nutricional e dicas para facilitar o preparo dos alimentos
Massagem para relaxamento da mãe

A doula também pode auxiliar a mãe em meio ao caos dos primeiros dias como no preparo de alguma refeição (no caso dela ainda não ter conseguido se alimentar), organização das coisas do bebê, olhar o pequenino enquanto ela consegue tomar um banho tranquila, ou fazer as unhas, por exemplo. Aquele tipo de coisa que quem já teve filho sabe muito bem que às vezes parece impossível de fazer nas primeiras semanas, sabe?

Essa é uma ajuda tão bacana que pode, por exemplo, ser dada por amigas da gestante como presente no chá de bebê (vale doula pós-parto).

As doulas pós-parto são muito comuns nos Estados Unidos e na Europa. E os benefícios de seu apoio durante o início do puerpério têm sido destacados como a diminuição da incidência de depressão pós-parto, maiores chances de sucesso na amamentação, facilidade da adaptação da família com o bebê, pais mais seguros.

Quando contratar a doula pós-parto?

O ideal é que ela seja contratada ainda durante a gestação. Porque é possível conhecê-la melhor em um bate papo gostoso, trocar ideias a respeito daquilo que é importante preparar para achegada do bebê e preparar em conjunto um plano pós-parto. A doula ficará disponível para você nas semanas próximas à data provável de parto.

Mas ela pode ser contratada a qualquer momento, mesmo que o bebê já tenha nascido. Muitas vezes a mãe se vê solitária e insegura precisando de ajuda com urgência.

Cada profissional tem características próprias de trabalho. Pode-se iniciar a contratação de uma doula pós-parto por 3 horas, durante 2 dias, por exemplo. O que pode ser perfeitamente prorrogado se houver a necessidade. Outras profissionais estarão disponíveis para passar períodos de 8 horas com a família, 6 dias por semana.

Como contratar uma doula pós-parto?

Se você tiver interesse em contratar uma doula pós-parto entre em contato comigo. Logo teremos uma página na internet com a indicação do nosso trabalho, mas, enquanto isso, posso indicar colegas que estejam mais próximas da sua residência.

Cena do reality show com mães e bebê do programa Mais Você: mães reclusas e infantilizadas

Cena do reality show com mães e bebês do programa Mais Você: mães reclusas e infantilizadas

O programa Mais Você da apresentadora Ana Maria Braga está com um quadro bizarro com H maiúsculo (piadinha esta do H por conta de um fora dado pela Ana Maria durante um de seus programas).

Nele, mães e crianças entre 1 e 2 anos participam de um reality show confinadas entre uma casa e um quarto de hotel. Sim, a exemplo de outros realities, elas competem entre si para ver quem permanecerá na casa para ganhar o prêmio em dinheiro e participar da campanha publicitária da marca de pomadas patrocinadora do show.

Triste demais ver crianças retiradas de suas casas, longe dos pais, sentindo todo o estresse que suas mãos estão passando por conta da competição. Nada saudável. Nada respeitoso. Exposição muito desagradável, aliás.

Mas o que levou os olhares direto para o quadro foi a participação constrangedora do educador Marcelo Bueno. De forma absurda e desrespeitosa ele disse às mães que estão na casa (e a todas as telespectadoras) que ainda amamentam seus filhos que devem realizar o desmame abrupto assim que seus filhos começam a andar. Com aquela velha história mentirosa de que a criança fica mais dependente da mãe e de que o leite não serve mais como alimento.

Além de ter sido bastante desagradável, o tal educador foi contra todas as recomendações da OMS, UNICEF e Ministério da Saúde. Todos eles incentivam a amamentação exclusiva até os 6 meses e prolongada até os 2 ANOS OU MAIS. Aliás, hoje já se sabe que o desmame nos humanos deveria ser entre os 2,5 e 7 anos de idade. E isso é uma média, claro, porque cada caso é um caso e deve ser respeitado.

Se formos falar de valores nutricionais, então, vemos o quanto o moço está completamente desinformado:
“As crianças que mamam no peito após um ano de idade, no mínimo duas vezes ao dia, conseguem garantir pelo menos 40% das necessidades nutricionais diárias. Além disso, as mães continuam garantindo uma ótima produção de anticorpos para defender essa criança de doenças.” esclarece Sônia Salviano, coordenadora da Política Nacional de Aleitamento Materno do Ministério da Saúde. Escrevi uma reportagem muito bem repercutida para o Bebe.com onde falo sobre a amamentação prolongada, leia aqui.

O educador também mostrou possuir dons de vidência quando disse que sabe que as mães querem desmamar seus filhos. Não foi o que notamos ao vê-las incomodadas e uma delas chorando depois de sua abordagem desastrosa #fail

Vimos o efeito disso naquele pequeno confinamento. Não sabemos como foi para outras tantas mães que amamentam alegremente seus filhos e assistiram a aquele show de horrores. Perigoso, absurdo, um desserviço. Enquanto lutamos para conscientizar a sociedade sobre os benefícios da amamentação (inclusive prolongada), vem um educador em rede nacional para destruir tudo. Um crime, convenhamos.

Fico pensando se é esta a imagem que os patrocinadores querem vincular às suas marcas: tamanho desacordo com as orientações em saúde pública.

Não assisti, mas fiquei sabendo sobre uma nutricionista que participou deste reality indicando o consumo de açúcar refinado por estes bebês. Oi? Alguém ai leu a Cartilha do Ministério da Saúde sobre alimentação saudável para os primeiros anos de vida? Falta de critério total da produção do programinha, hein?

Mas quero abordar aqui um outro assunto, tão importante quanto a amamentação: a infantilização das MÃES. Aliás, o que esperar de um programa onde o um fantoche de papagaio dá dicas “incríveis” para as mulheres, né?

Aquelas mães foram obrigadas a ouvir as orientações a respeito de uma situação íntima e pessoal de um homem que não é, sequer, um especialista em aleitamento materno. Aliás, duvido que elas tenham manifestado a menor vontade de desmamarem seus filhos antes desse episódio.

Tratadas como alunas em uma sala de aula, como crianças que devem ouvir e obedecer, como pessoas frágeis e sem opção de escolha.

Se você acha isso um absurdo, saiba que é exatamente o que acontece na maioria dos casos quando, por exemplo, uma mãe entra na sala do pediatra e ouve:
>> mãezinha, você tem que
desmamar seu filho
deixá-lo dormindo no berço sozinho
dar a ele todas as vacinas
dar uma vitamina porque ele está meio abaixo da média da curva de crescimento
entrar com complemento porque seu leite é fraco

Ou quando a gestante entra no consultório obstétrico e ouve:
>> mãezinha, você tem que
cuidar do enxoval que do parto cuido eu
vamos falar do parto só no final da gravidez
puxa, como você tem a bacia estreita
você não quer que seu bebê entre em sofrimento, né?
você sabe que o parto normal acaba com sua área de lazer?

Mãezinha não, nunca, jamais! Somos mães dos nossos filhos e qualquer outra pessoa deve nos chamar por nossos nomes, respeitando nossa individualidade.

Chega de infantilizar as mulheres na tentativa de que elas tenham apenas atitudes passivas.

O papel de qualquer profissional é compartilhar informação de qualidade, baseada em evidências. Chega de achismos, chega de privilegiar a conveniência do profissional em detrimento dos direitos de suas pacientes.

Cabe a nós, tomarmos as decisões, não aos profissionais. E a nossa maior arma contra esse tipo de abuso é a informação!

Esta semana escrevi uma matéria para o www.bebe.com.br sobre livros bacanas para pais de primeira viagem.
É uma lista com 15 livros, muitos dos quais já li, e aqueles que ainda não li, pesquisei profundamente para saber se condiziam com aquilo que acredito serem práticas conscientes de maternagem.

Vale a pena dar uma conferida lá:

 

Foto reprodução Monalisa Lins/ UOL

Ontem eu e Gabi participamos de um mamaço no Itaú Cultural. 
Eu havia lido sobre esta manifestação na lista de mães da qual faço parte na internet e decidi participar com minha bezerrinha. Fomos eu, ela e os seus tetês de metrô. Bibi adorou seu primeiro passeio em transporte coletivo.

A manifestação teve início por conta de uma mãe ter sido impedida de amamentar seu bebê durante sua visita a uma exposição naquele espaço. O que era para ser apenas um protesto, tornou-se um evento de promoção do aleitamento materno em locais públicos, graças ao posicionamento do diretor da instituição, que desculpou-se pelo terrível incidente e decidiu apoiar a nossa causa.  

Assim que chegamos ao local, sentei-me e Gabi ficou super à vontade para mamar. Ao nosso lado estavam outras tantas mães e suas crias, também mamando. Emocionei-me ao presenciar mães unidas doando-se a seus filhos e eles retribuindo com seus olhares de amor. Amamentação não se explica, só quem já viveu sabe o que é esse amor. O que a gente faz questão de explicar são os benefícios que elas traz para mãe e bebê; que o ideal é que ela seja exclusiva até os seis meses e prolongada por, NO MÍNIMO, os dois anos de idade; e que este é um gesto lindo e não agressivo, portanto, pode ser feito em qualquer lugar. Coibir o direito da criança de mamar é um crime. Não queremos constranger ninguém com este ato, muito menos expor nossa intimidade, mas precisamos garantir o direito de nossos bebê mamarem aonde estiverem.

Fiquei feliz por ter ido; feliz por conhecer maternas que, até então, só conhecia através de conversas pela internet; feliz pela Gabi ter curtido o passeio; feliz pelo apoio que meu marido me deu e feliz por ter apoiado esta nobre causa.

Aqui você confere um resumão de tudo o que a mídia publicou sobre o nosso mamaço.

Minha pequena sempre experimentou de tudo aqui em casa. De tudo o que é bom e saudável, CLARO.
Ela come arroz integral, grão de bico, lentilha, peixes, carnes, berinjela, abobrinha, ovo, frutas (todas), beterraba, verduras… Nunca foi de comer muito, até porque ainda tem o seu tetê de plantão, mas sempre comeu de tudo.
Semana passada ela foi conosco em um restaurante japonês ela segunda vez. Comeu tempurá, arroz do temaki, salmão assado. E tudo no palitinho… uma moça muito requintada… rs
O pediatra dela não tem frescuras com comidinhas do bem, e já liberou peixe cru há muito tempo. Então, da próxima vez, vou iniciá-la nas comidinhas mais tradicionais do restaurante.

Beijos,

Toda serelepe com os palitinhos

Hum.... bom....

O cardápio da festa ficou assim:

>> Carne louca – feita pela vovó Sonia, com opções de mini-pãzinho com queijo parmesão, gergelim e puro
>> Salgadinhos – (queria fugir deles mas não deu, o Rô é fã deles – e é verdade que esses que a gente encomenda com uma senhorinha do bairro são demais!) esfiha, coxinha e risole de catupiry
>> Palitinhos de cenoura e pepino – esses não conseguimos preparar antes e tivemos que cortar na hora, uma correria
>> Sanduiches de patê de atum

>> Docinhos: brigadeiro, beijinho, cajuzinho (esses da Lilian), bicho de pé de colher, brigadeiro branco com uva (esses da tia Eliana) e balas de coco
>> Bolos: brigadeiro e cupcake natureba (tia Eliana)

Para as crianças:
>> Pão de queijo
>> Suco de melancia
>> Potinhos com mamão e banana picadinhos (a correria tb deixou essa parte complicada)

Contratei duas moças que coordenavam a cozinha serviam as comidinhas. Isso foi tudo de bom nessa vida!
Bjs

Nayara e Gabriela: sempre juntinhas!