Humanizado


Entrevista que dei para a revista Claudia Bebê sobre plano de parto

Entrevista que dei para a revista Claudia Bebê sobre plano de parto

No meio deste ano, fui entrevistada pela revista Claudia Bebê a respeito de como o plano de parto havia sido importante para mim.

A matéria foi recentemente publicada no Bebe.com.br e coloco aqui o link para que você possa dar uma olhada.

O meu eu já publiquei aqui no blog. Ele foi fundamental para que  toda a equipe conhecesse e respeitasse minhas escolhas.  Mas não adianta simplesmente escrever um plano e jogar na mão de qualquer médico. A escolha por uma equipe humanizada e que respeite o seu protagonismo na hora do parto é fundamental.

Aliás, você, que está grávida e quer ter um parto normal, já bateu um papo com seu obstetra sobre suas condutas na hora do parto? No post sobre Motivos para optar por um parto humanizado, escrevi sobre as intervenções comumente usadas pelos médicos tradicionais, mas que são completamente desnecessárias. Elas atrapalham a normal evolução do trabalho de parto (podendo levar, até mesmo, a uma cesárea) e impedem que a  gestante seja a protagonista do processo.

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Entre tantas coisas que uma gestante precisa se preocupar, o períneo é uma das mais importantes. Mas, infelizmente, muitas vezes, não somos orientadas pelos profissionais a cuidar dele.

O correto seria trabalharmos a musculatura perineal deste nossa primeira ida ao  ginecologista e intensificar seu fortalecimento e melhora da elasticidade durante a gravidez. Não só para a hora do parto normal, mas também para que não fique prejudicado por conta de todo o peso que carregamos  na gestação.

Confira na matéria abaixo – que fiz para o Bebe.com.br   – as diversas formas de preparar seu assoalho pélvico para o parto.

Beijocas,

Esta semana escrevi uma matéria para o www.bebe.com.br sobre livros bacanas para pais de primeira viagem.
É uma lista com 15 livros, muitos dos quais já li, e aqueles que ainda não li, pesquisei profundamente para saber se condiziam com aquilo que acredito serem práticas conscientes de maternagem.

Vale a pena dar uma conferida lá:

 

Dia 20/09 será feito o lançamento mundial do filme Freedom for Birth – Liberdade para Nascer. O documentário conta a história da parteira húngara Agnes Gereb que foi presa por apoiar as mulheres que optam pelo parto domiciliar. Nele, especialistas falam sobre o assunto e pedem uma mudança radical nos sistemas de maternidade no mundo todo.

Muitos lugares pelo Brasil farão a exibição gratuita, com direito a debate ao final do filme. Uma ótima oportunidade para discutirmos os nossos direitos com relação à escolha da forma de nossos filhos nascerem.

Este link do Facebook traz, em um dos tópicos, uma lista dos lugares e horários em que as sessões serão exibidas.

Aproveite e confira o trailer dele aqui:

Beijão

Olá queridos,
Depois de algum tempo sem novidades o nosso blog volta para uma causa muito especial: a Blogagem Coletiva do Teste da Violência Obstétrica.Este teste começou a ser divulgado no Dia Internacional da Mulher (08/03/12) e agora também pode ser respondido aqui neste blog.

Acho fundamental apoiar esta iniciativa, pois tenho me deparado com muitas mulheres que não tiveram qualquer opção em relação a seus partos, outras tantas foram até mesmo desrespeitadas neste momento tão sublime que é o dar à luz.

Quem acompanha este blog sabe que tive acesso a um parto humanizado, respeitoso, sem igual. Mas isso porque pude pagar o preço da minha escolha. Acredito fielmente que todas as mulheres têm direito a ter suas escolhas respeitadas como eu tive.

Esta é uma blogagem coletiva em defesa dos direitos reprodutivos de todas as mulheres, em defesa de escolhas esclarecidas, de respeito às individualidades e à dignidade humana. Por uma assistência ao pré-natal e ao parto segura, e de boa qualidade.

O Teste da Violência Obstétrica foi divulgado no dia 08 de março e ficará no ar até o dia 15 de abril. Esta pesquisa informal, que tem como objetivo sensibilizar as mídias sociais e outras instâncias para a grave questão da violência obstétrica.
O teste será respondido anonimamente e os dados individuais serão confidenciais.

Para mudar o mundo é preciso mudar a forma de nascer , afirma o cientista Michel Odent. Ao lado de mães e de outros profissionais da saúde , ele  participa do filme “O Renascimento do Parto”. Um documentário brasileiro de Érica de Paula e Eduardo Chauvet, que defende  o parto  humanizado no país que bate todos os recordes em números de cesáreas.

O filme tem previsão de estreia apenas para março de 2012. Mas, por enquanto, a gente já consegue se emocionar com o vídeo de divulgação. Lindo demais!

A Organização das Nações Unidas definiu o dia 31 de outubro de 2011 como a data simbólica do marco populacional. Somos agora mais de 7 bilhões de habitantes no planeta Terra.
Desde então, muitos bebês ao redor do mundo têm disputado o título de “bebê 7 bilhões”. Fora a questão demográfica do número, não entendo a importância de tal “título” para um bebê, ou para seu país.
Ainda que fosse possível verificar qual criança saiu de dentro de sua mãe no momento exato, entre o bebê número 6.999.999.999 e o número 7.000.000.001, de que isso importaria ao pequeno recém-nascido?

Para aquele pequeno ser, que acaba de chegar ao mundo, buscando o conforto no seio e a paz nas batidas do coração de sua mãe, que ele reconhece desde sempre, só o que importa é ser o número 1 para seus pais.

Ser número 1 implica em ser prioridade, ter importância acima de tudo. Considerar seu filho precioso faz você respeitá-lo e buscar para ele aquilo que você entende como a melhor opção. Amá-lo desde o ventre, buscar um nascimento respeitoso, amamentá-lo, acarinhá-lo sem medo de mimar, amá-lo sempre e ponto.

Sendo o número um, ele merece ser respeitado em sua individualidade. Ele tem seu tempo certo para nascer, para ficar sugando o seio da mamãe, para sentar, engatinhar, andar, falar e desfraldar. Tem também sua personalidade, seus gostos, seu jeito de sorrir. E não há nada que se compare a ele, pais de um bebê número um sabem bem disso. Sabem também que educar dá trabalho e que a conversa e o bom exemplo são preciosos e insubstituíveis, que passar tempo ao seu lado não é “gastar” e sim investir.

Ainda que seja ele o segundo, terceiro ou quarto filho, ele ainda é único e deve ser tratado como o número um. Creio que para pai e mãe todo filho é o número um e ponto.

Ou deveria ser… Porque entristece demais meu coração saber que muitos bebês são abandonados ou mal-tratados por seus pais. Tudo o que o pequenino deseja é ser amado, cuidado… Mas é traído por quem ele mais confia… Como lidar com isso?

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