Mamãe


Entre tantas coisas que uma gestante precisa se preocupar, o períneo é uma das mais importantes. Mas, infelizmente, muitas vezes, não somos orientadas pelos profissionais a cuidar dele.

O correto seria trabalharmos a musculatura perineal deste nossa primeira ida ao  ginecologista e intensificar seu fortalecimento e melhora da elasticidade durante a gravidez. Não só para a hora do parto normal, mas também para que não fique prejudicado por conta de todo o peso que carregamos  na gestação.

Confira na matéria abaixo – que fiz para o Bebe.com.br   – as diversas formas de preparar seu assoalho pélvico para o parto.

Beijocas,

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Trabalho de casa, escolhi esta alternativa para consegui me dedicar 100% à minha filha. E na correria do dia, entre almoço, textos, brincadeiras, roupas, livros, pautas, limpeza, parquinho, pesquisas, cozinha… fico tentando encaixar cada coisa no seu lugar e conseguir fazer tudo no seu devido tempo. Impossível, bem sei. Mas prefiro acreditar que dá sim. Até porque tem dado muito certo e posso dizer que sou feliz assim.

Mas só consigo mergulhar de fato no trabalho quando Gabriela dorme e, quando se aproxima a hora do soninho da tarde nós duas ficamos ansiosas demais. Eu porque quero que ela logo adormeça para que eu dê uma gás no trabalho. Ela porque sente o sono, mas reluta em dormir.

Enfim, consigo acalmá-la. Deitada em meu colo ela mama e cai no sono. Penso em deitá-la na cama e voar até o computador. Mas olho para aquele rostinho lindo, dormindo em meu peito e suspiro… Decido ficar e curtir mais 5 minutinhos, em silêncio, bem tranquila, só admirando o meu grande amor. Vamos aproveitar porque eles crescem depressa demais.

Sempre fui uma pessoa indecisa. Passei boa parte da minha vida pesando os prós e contras das escolhas que precisava fazer, deixando para o minuto final a decisão. Em alguns momentos não queria abrir mão de determinada coisa para escolher por outra. Em certas ocasiões tive medo de me arrepender. E isso até em relação às coisas mais simples, como escolher o cardápio do jantar: “E se eu pedir pizza e depois ficar com vontade de comer hamburguer?” rs…. Coisas do tipo.

Mas a maternidade nos traz muitas coisas boas e, no meu caso, uma delas foi o poder e serenidade para tomar decisões. Parece coisa simples, né? Mas para mim nunca foi, e ser mãe me ensinou a lidar muito bem comas decisões e suas consequências.

Pensar no que é melhor para a Gabriela me fez tomar decisões que muitas vezes não agradam a todos. Sim, antigamente eu tinha essa tola pretensão. Hoje quase não a tenho mais. Digo quase porquem nem sempre é fácil dizer adeus a uma velha mania como esta. Quem sofre deste mal, bem sabe do que se trata.

Também aprendi a digerir as consequências de minhas escolhas. É fato que toda decisão envolve abrir mão de alguma opção. E o que antes era para mim um peso, é agora um sentimento agradável. Porque sei que tomo minhas decisões baseadas naquilo em que acredito e pensando fazer a melhor escolha. Todas as alternativas podem ser boas, mas existe uma melhor, mais adequada ao meu caso. E quando de lá da frente eu olhar para trás, estarei feliz em ter tomado as decisões que tomei. Isso não quer dizer que nunca erro. Errar faz parte do aprendizado e é ponto para nós também.

Abri mão da comodidade da cesárea e optei pelo parto natural porque sabia o quão importante ele seria para minha bebê e eu.

Então abri mão da carreira por um tempo para investir naquilo que é mais preciso para mim, minha filha.

Abri mão de dormir a noite inteira, porque ela ainda mama SIM, e continua a acordar à noite.

Abri mão de ter tempo para fazer o que eu quiser, porque quero sim estar sempre ao lado dela, criança precisa de mãe e ponto. E só vou colocá-la na escolinha no tempo em que eu achar isso correto.

Abri mão da comodidade, porque não vou comprar uma “papinha” pronta para minha filha, fechando os olhos e confiando na indústria alimentícia.

Esses são apenas alguns exemplos… Fazemos escolhas todos os dias, o tempo todo. Mas ser mãe me deixou empoderada para tomar as minhas, sem medo das consequências. Posso, “de boa”, escolher fazer uma comidinha gostosa e saudável em casa e descartar aquela pizza e hamburguer do delivery que me deixavam tão indecisa antes. E isso não tem preço.

A Organização das Nações Unidas definiu o dia 31 de outubro de 2011 como a data simbólica do marco populacional. Somos agora mais de 7 bilhões de habitantes no planeta Terra.
Desde então, muitos bebês ao redor do mundo têm disputado o título de “bebê 7 bilhões”. Fora a questão demográfica do número, não entendo a importância de tal “título” para um bebê, ou para seu país.
Ainda que fosse possível verificar qual criança saiu de dentro de sua mãe no momento exato, entre o bebê número 6.999.999.999 e o número 7.000.000.001, de que isso importaria ao pequeno recém-nascido?

Para aquele pequeno ser, que acaba de chegar ao mundo, buscando o conforto no seio e a paz nas batidas do coração de sua mãe, que ele reconhece desde sempre, só o que importa é ser o número 1 para seus pais.

Ser número 1 implica em ser prioridade, ter importância acima de tudo. Considerar seu filho precioso faz você respeitá-lo e buscar para ele aquilo que você entende como a melhor opção. Amá-lo desde o ventre, buscar um nascimento respeitoso, amamentá-lo, acarinhá-lo sem medo de mimar, amá-lo sempre e ponto.

Sendo o número um, ele merece ser respeitado em sua individualidade. Ele tem seu tempo certo para nascer, para ficar sugando o seio da mamãe, para sentar, engatinhar, andar, falar e desfraldar. Tem também sua personalidade, seus gostos, seu jeito de sorrir. E não há nada que se compare a ele, pais de um bebê número um sabem bem disso. Sabem também que educar dá trabalho e que a conversa e o bom exemplo são preciosos e insubstituíveis, que passar tempo ao seu lado não é “gastar” e sim investir.

Ainda que seja ele o segundo, terceiro ou quarto filho, ele ainda é único e deve ser tratado como o número um. Creio que para pai e mãe todo filho é o número um e ponto.

Ou deveria ser… Porque entristece demais meu coração saber que muitos bebês são abandonados ou mal-tratados por seus pais. Tudo o que o pequenino deseja é ser amado, cuidado… Mas é traído por quem ele mais confia… Como lidar com isso?


Já faz algum tempo que não posto por aqui. E a razão de tudo isso é que nossa vida anda bastante corrida. Além disso, dentro das escolhas que fiz para nós, está o fato de que prefiro investir o tempo em que a Gabi está acordada em atividades com ela. E aí, o tempo para a internet fica meio escasso mesmo. Escolhas… O tempo todo temos que fazê-las… E escolher por uma opção implica em abrir mão de outra, normal, claro.

E esta paradinha em pleno início de madrugada é justamente para falar sobre elas, escolhas.
Como a maioria de vocês sabe, tomei decisões que fugiam do senso comum quando o assunto era Gabriela. Muitas delas ainda me rendem boas discussões por aí. Não sou do tipo que bate boca, mas acho importante compartilhar minhas ideias do bem para, quem sabe, ajudar outras mamães pelo mundo afora. Caras feias, narizes tortos e comentários desnecessários à parte, tenho me saído bem no quesito levar minhas escolhas adiante. Ter um marido que me apoia é fundamental e uma benção de Deus. Mas tem horas que o questionamento alheio meio que incomoda, sabe? Sou de carne e osso, afinal de contas.

Essa semana levei a Gabi ao pediatra. Nosso querido e humanizado Dr. Douglas.
Disse, como sempre, que minha princesa está ótima, saúde e desenvolvimento perfeitos! Mas disse mais.
Falou que o fato dela nunca ter precisado tomar antibiótico ou outra mediação qualquer se deve à amamentação prolongada. Disse que a opção que fiz por deixar o trabalho fora para estar ao lado dela nesses primeiros anos de vida trará resultados valiosos demais. Que a alimentação dela é nível “premium”, um exemplo. E que fica muito feliz em encontrar crianças com mães com este tipo de comprometimento.

Sabe, isso não serve para desvalorizar mães que não puderam optar pelas mesmas escolhas que fiz. Mas foi um elogio muito importante para o meu coração de mãe. Estamos sempre na neura de estarmos fazendo o melhor ou não para os nossos pequenos e saber que estou percorrendo um caminho de benção é muito bom.

Ok, ele é apenas um pediatra, eles servem apenas para nos orientar. Mas a palavra de Deus diz que a Sua paz é o árbitro do nosso coração. O meu está bem em paz com as minhas escolhas. Creio, então, que são escolhas do meu Deus.

Beijos e Deus os abençoe
Lelê

Quando Bibi era apenas uma recém-nascida eu comecei a fazer massagens nela. No começo ela chorou um pouco, mas logo se acostumou e começou a curtir e relaxar o momento. Era uma delícia massagear minha bebezinha.
Com o tempo, Bibi se tornou uma mocinha  serelepe e, sem parar mais, as massagens se tornaram mais raras. Mas nunca deixei de fazer um carinho caprichado, claro.

Dias desses minha irmã veio aqui em casa e começou a fazer massagem nos pés da Nayara. Bibi ficou olhando e ganhou massagem também. Logo depois, as duas pequeninas fizeram massagens em nós. Foi muito divertido e gostoso!

Agora minha princesa tira a meia e pede: “Pé, mamãe.” E fica relaxando enquando eu faço massagem nos pezinhos mais lindos deste mundo.

Pensei: Para alguns isso seria pura folga da minha menina, mas para mim é amor. Sempre fiz massagens nos pés do Rô… e me lembrei de uma cena da minha infância. Minha vó Irma fazia massagens nos meus pés. Ela pegava a famosa “loção-cor-rosa” (feita com cânfora), e acariciava meus pés. Lembro-me de ficar pedindo mais e mais. Melhor do que sentir aquele toque relaxante, era sentir que minha vovó fazia aquilo com todo o amor do mundo. Saudades, vó…

Não tem nada mais precioso nesse mundo. Eu amo a minha família!