Sempre fui uma pessoa indecisa. Passei boa parte da minha vida pesando os prós e contras das escolhas que precisava fazer, deixando para o minuto final a decisão. Em alguns momentos não queria abrir mão de determinada coisa para escolher por outra. Em certas ocasiões tive medo de me arrepender. E isso até em relação às coisas mais simples, como escolher o cardápio do jantar: “E se eu pedir pizza e depois ficar com vontade de comer hamburguer?” rs…. Coisas do tipo.

Mas a maternidade nos traz muitas coisas boas e, no meu caso, uma delas foi o poder e serenidade para tomar decisões. Parece coisa simples, né? Mas para mim nunca foi, e ser mãe me ensinou a lidar muito bem comas decisões e suas consequências.

Pensar no que é melhor para a Gabriela me fez tomar decisões que muitas vezes não agradam a todos. Sim, antigamente eu tinha essa tola pretensão. Hoje quase não a tenho mais. Digo quase porquem nem sempre é fácil dizer adeus a uma velha mania como esta. Quem sofre deste mal, bem sabe do que se trata.

Também aprendi a digerir as consequências de minhas escolhas. É fato que toda decisão envolve abrir mão de alguma opção. E o que antes era para mim um peso, é agora um sentimento agradável. Porque sei que tomo minhas decisões baseadas naquilo em que acredito e pensando fazer a melhor escolha. Todas as alternativas podem ser boas, mas existe uma melhor, mais adequada ao meu caso. E quando de lá da frente eu olhar para trás, estarei feliz em ter tomado as decisões que tomei. Isso não quer dizer que nunca erro. Errar faz parte do aprendizado e é ponto para nós também.

Abri mão da comodidade da cesárea e optei pelo parto natural porque sabia o quão importante ele seria para minha bebê e eu.

Então abri mão da carreira por um tempo para investir naquilo que é mais preciso para mim, minha filha.

Abri mão de dormir a noite inteira, porque ela ainda mama SIM, e continua a acordar à noite.

Abri mão de ter tempo para fazer o que eu quiser, porque quero sim estar sempre ao lado dela, criança precisa de mãe e ponto. E só vou colocá-la na escolinha no tempo em que eu achar isso correto.

Abri mão da comodidade, porque não vou comprar uma “papinha” pronta para minha filha, fechando os olhos e confiando na indústria alimentícia.

Esses são apenas alguns exemplos… Fazemos escolhas todos os dias, o tempo todo. Mas ser mãe me deixou empoderada para tomar as minhas, sem medo das consequências. Posso, “de boa”, escolher fazer uma comidinha gostosa e saudável em casa e descartar aquela pizza e hamburguer do delivery que me deixavam tão indecisa antes. E isso não tem preço.

Para mudar o mundo é preciso mudar a forma de nascer , afirma o cientista Michel Odent. Ao lado de mães e de outros profissionais da saúde , ele  participa do filme “O Renascimento do Parto”. Um documentário brasileiro de Érica de Paula e Eduardo Chauvet, que defende  o parto  humanizado no país que bate todos os recordes em números de cesáreas.

O filme tem previsão de estreia apenas para março de 2012. Mas, por enquanto, a gente já consegue se emocionar com o vídeo de divulgação. Lindo demais!

Um bom livro para quem deseja saber o que se passa em cada momento da sua gravidez

Logo no início da gravidez decidimos comprar um livro que nos ajudasse a entender o que estaria se passando com nosso bebê mês a mês. Depois de algumas indicações, optamos  por comprar “O Que Esperar Quando Você Está Esperando”, da Editora Record.

Gostei bastante deste livro porque a cada mês de gravidez eu lia o que estava se passando dentro da minha barriga e com o meu corpo. Exatamente como alguns sites atualmente fazem, oferecendo o serviço, até mesmo, por e-mail. Mas o livro é mais abrangente e detalhista.

Por ser um livro traduzido do original americano, privilegia o parto normal. Mas é o normal cheio de intervenções médicas, por isso, deve ser lido com análise crítica (como tudo nessa vida) para que a gente retenha apenas aquilo que é bom de verdade.

A Organização das Nações Unidas definiu o dia 31 de outubro de 2011 como a data simbólica do marco populacional. Somos agora mais de 7 bilhões de habitantes no planeta Terra.
Desde então, muitos bebês ao redor do mundo têm disputado o título de “bebê 7 bilhões”. Fora a questão demográfica do número, não entendo a importância de tal “título” para um bebê, ou para seu país.
Ainda que fosse possível verificar qual criança saiu de dentro de sua mãe no momento exato, entre o bebê número 6.999.999.999 e o número 7.000.000.001, de que isso importaria ao pequeno recém-nascido?

Para aquele pequeno ser, que acaba de chegar ao mundo, buscando o conforto no seio e a paz nas batidas do coração de sua mãe, que ele reconhece desde sempre, só o que importa é ser o número 1 para seus pais.

Ser número 1 implica em ser prioridade, ter importância acima de tudo. Considerar seu filho precioso faz você respeitá-lo e buscar para ele aquilo que você entende como a melhor opção. Amá-lo desde o ventre, buscar um nascimento respeitoso, amamentá-lo, acarinhá-lo sem medo de mimar, amá-lo sempre e ponto.

Sendo o número um, ele merece ser respeitado em sua individualidade. Ele tem seu tempo certo para nascer, para ficar sugando o seio da mamãe, para sentar, engatinhar, andar, falar e desfraldar. Tem também sua personalidade, seus gostos, seu jeito de sorrir. E não há nada que se compare a ele, pais de um bebê número um sabem bem disso. Sabem também que educar dá trabalho e que a conversa e o bom exemplo são preciosos e insubstituíveis, que passar tempo ao seu lado não é “gastar” e sim investir.

Ainda que seja ele o segundo, terceiro ou quarto filho, ele ainda é único e deve ser tratado como o número um. Creio que para pai e mãe todo filho é o número um e ponto.

Ou deveria ser… Porque entristece demais meu coração saber que muitos bebês são abandonados ou mal-tratados por seus pais. Tudo o que o pequenino deseja é ser amado, cuidado… Mas é traído por quem ele mais confia… Como lidar com isso?

Janet Balaskas prepara a mulher para ser a protagonista do parto

Há muito tempo que prometo comentários sobre os livros que já li e, enfim , começo a fazer minhas indicações (ou não, rs) dessas literaturas.

“Parto Ativo”, de Janet Balaskas, Editora Ground, foi uma das melhores aquisições que fiz para a minha preparação para o parto natural. Comprei por indicação da minha querida obstetra humanizada, mas já havia lido muito sobre ele na internet.

Janet Balaskas fala desde a preparação para o parto e como conseguir um parto natural, até posições e massagens para a grande hora.

Ele me deu mais confiança para enfrentar minhas inseguranças do desconhecido. Pude me sentir mais preparada para o parto. Como o próprio nome do livro mostra , trata-se de um conteúdo importantíssimo para quem busca um parto humanizado, natural e respeitoso, onde mãe e bebê participam ativos, como protagonistas deste momento tão especial. Com certeza , voltarei a lê-lo durante minha próxima gravidez.

Sabe quando a gente passa por uma situação difícil e  acha que o nosso problema é o pior de todos, a nossa dor é a mais doída e a injustiça que sofremos a mais absurda? Pois então, nessas horas o que nos conforta é um abraço apertado, saber que quem amamos está por perto e ouvir que apesar de muito complicado, aquilo vai passar, né?

Com nossos pequenos a coisa também funciona assim. E o que torna suas experiências ainda mais  importantes é que, a partir delas, virá todo  o aprendizado de como lidar com as dificuldades da vida. A primeira infância dos nossos filhos é  fundamental par a definir sua personalida, seu caráter e suas preferências. Por isso, torna-se  tão importante darmos o crédito correto àquilo que acontece em suas vidas.  

Quem nunca viu essa cena?
A criança cai, se machuca levente e começa a chorar. Logo um adulto a coloca no colo e, ignorando completamente o que o pequeno está sentindo, começa a  tagarelar enfaticamente: “Olha só o passarinho lá no céu. Ele está voando. Olha lá a árvore, ela tem folhas verdes!”  . E entre frases cheias de emoção e gestos assustadores –  como jogar a criança para cima e tal -  tenta fazê-la parar de chorar e esquecer o que se passou.

Eu, particularmente, fico doida quando alguém faz isso com minha Gabriela. Para ela, que acabou de passar por uma experiência ruim e se machucou, aquela  dor é do tamanho do mundo todo. Para ela, cujos pezinhos vacilaram, aquele tombo é muito importante. Para ela, que se viu errando, aquele aprendizado é o mais fundamental. E lidar com todos esses sentimentos ainda é novidade para alguém que chegou a esse mundo louco a tão pouco tempo.

Não creio que ignorar  o assunto seja a atitude mais saudável da nossa parte, nessa hora. Seria algum aprendizado do  tipo: “O que você viveu não  é importante , não ligo, não dou a mínima. Não dê você também.”  Alguns poderiam dizer: “Mas é apenas para a criança parar de chorar, depois a  gente vê o que aconteceu direito.” Então seria essa a psicologia do “engula o choro”, “chorar é para fracos”?
Chorar quando temos vontade é muito saudável. Deixar o sentimento vir à tona, libertá-lo e junto libertar-se com cada lágrima que rolar.

Isso também se aplica quando eles se frustram por algo que gostariam que tivesse acontecido. Ou com alguma situação que os deixou tristes , ou talvez muito irritados… Tem adulto que diz que é besteira e a criança  não entende, então, o porquê de todo aquele sentimento no coração 

Quando Gabi se machuca, procuro levantá-la com cuidado, verifico a gravidade do ferimento e dou um abraço bem forte dizendo: “Eu sei que doeu, pode chorar, logo tudo vai ficar bem.” Peço que ela me mostre o machucado, juntas o limpamos e passamos “remedinho”, se necessário. Juntas, também, oramos para que Deus cuide do ferimento. Ao passar do susto, a levo até onde ela se machucou e mostro porque ele caiu, como um degrau ou buraco, por exemplo. E  digo que  tombos acontecem mesmo, mas o importante é a gente conseguir levantar e lidar com todo o nossa pequena ou enorme dificuldade, que pode ser, sim, do tamanho do mundo todo.

Eu e Gabi participamos da homenagem do Blog Mamíferas na Semana de Respeito à Criança por um Nascimento Respeitoso.
Ficou linda demais! Valeu, mamíferas!

 
Gabriela lendo para incentivar o desfralde de sua boneca… rs

O desfralde é mais um importante momento na vida de uma criança. Significa o  fim de um ciclo e, se não for feito de forma natural e respeitando o preparo da criança, pode trazer problemas futuros.

Sim, forçar o desfralde precocemente pode deixar a criança insegura, frustrada e prejudicar sua auto-estima.  Quando a criança está na escolinha desde cedo,  o segundo aniversário torna-se  o “dead line” das professoras para que o desfralde aconteça. Mas como sabemos,  as crianças são muito diferentes, cada uma temo seu próprio tempo e não há “prazos certos” para que as coisas aconteçam. Então, muitas são forçadas a passarem por esta fase precocemente, sem a maturidade necessária.

Eu já havia conversado  sobre esta fase com o pediatra da Gabi e ele havia  sido muito claro sobre o quanto é natural que algumas crianças só deixem as fraldas aos 5 anos. Li sobre os sinais que o bebê demonstra quando está  pronto para o grande passo e apenas aguardei o tempo de Gabi , assim como sempre fiz com ela.

Em junho, com 1 ano e 9  meses, percebi que a pequena já reconhecia quando estava fazendo xixi e coco. Ela  logo me avisava sobre seus feitos na fraldinha. Também percebi que ela passou a ficar incomodada com a fralda suja. Além disso, tinha uma enorme curiosidade sobre usar o adaptador de vaso sanitário para bebês e chegou a pedir para sentar nele. Perceb i que eram os tais sinais de que ela estava pronta para começarmos o desfralde. Mas estávamos às vésperas de uma longa viagem de férias e, como não sabia se o processo seria rápido ou não, decidi esperar até  o nosso retorno. Não queria arriscar acidentes no avião…  rs

Com o nosso retorno ao Brasil, veio aquela correria para a festa de aniversário da Gabi e decidi esperar mais alguns dias. Mas o segundo aniversário da Gabi seria o fim da fase fraldinha. Ela  já  ficava muito tempo com a fralda seca,  fazendo xixis em grandes intervalos, outro grande sinal de que o momento havia  chegado.

Pois bem,  com  2 anos e  1 dia, Gabi passou seu primeiro dia sem fraldas. Todos os xixis no chão.
Segundo dia de tentativas, todos os xixis no chão.
Terceiro dia de tentativas, um xixi no peniquinho e mamãe chorando de alegria.
Quarto dia de tentativas e todos os xixis e cocos no penico.
Em uma semana estava saindo com minha pequena sem fraldas. Munida de roupas extras,  rolo de papel higiênico, assento sanitário descartável e álcool em  gel fomos almoçar com o papai no shopping. Levei Gabi duas vezes  ao banheiro e nada de sair xixi. Na volta ela disse que tinha vontade, mas estávamos no carro e pedi que ela segurasse. Ela assim o fez até chegarmos no seu peniquinho. Nunca tivemos um acidente sequer fora de casa.
Com duas semanas  do início do desfralde percebi que  ela já acordava com a fralda seca e resolvi testar o desfralde noturno. Sucesso total. Taxa zero de xixi na  cama! Eu nem pude acreditar, minha pequena estava completamente desfraldada. Linda demais! Meu orgulho!

Creio que o sucesso dessa “operação” (rs) se deve ao fato de que Gabriela estava mesmo pronta e madura para ser desfraldada. E cada criança terá o seu tempo. Seja, com 2, 3 ou 4 anos. Precisamos aprender a respeitar o tempo de nossos filhos, em tudo. Seja na hora de nascer, nos períodos entre os mamás, tempo de engatinhar, tempo de andar, tempo de falar, tempo de desfraldar. Isso é amar e ponto.

Se seu bebê estiver apresentando os  sinais para o desfralde, vá em frente e converse com ele sobre esse momento. E uma vez começado o desfralde, não retroceda . Recolocar a fralda deixará a criança confusa.  Lembro que no começo, quando vi aquele mar de xixi no  chão, pensei: “Será que não estou apressando as coisas?”  Mas  logo me lembrei dos sinais do desfralde e continuei  firme.

Elogie sempre que ele fizer o xixi no lugar certo. Gabi começou a me parabenizar também quando me via no vaso: “Parabéns, mamãe! Você é muito linda!”

E mostre que errar é normal . Bibi  ficava triste quando fazia xixi no chão, mas eu dizia a ela que ”essas coisas” acontecem e que, às vezes, o  xixi da uma escapadinha mesmo. Mas estávamos juntas e eu passaria esta fase ao seu lado. Dizia para ela não se preocupar , limpávamos tudo e a lembrava que, da próxima vez, ela podia chamar a mamãe para irmos fazer no penico. Paciência é amor também.

Outra coisa muito bacana foi incentivar a leitura no banheiro. Bibi sempre gostou de ler e, para levá-la ao banheiro com mais frequência no início, eu pedia para ela escolher um livro para lermos juntas. Logo ela estava lendo para suas bonecas sentadas  no penico.
Ela também ganhou um livro muito interessante sobre desfralde da tia Lolô: “O que tem dentro da sua fralda?”, da editora Brinque Book. 

E assim deixamos as fraldinhas e passamos para um novo estágio da vida da minha princesa Gabriela.  

Livro sobre deslfrade

  

 
 Minha princesa completou 2 aninhos no dia 28/08 e fizemos  uma festa especial para ela.
Há algum tempo eu perguntava para ela do que gostaria que fosse seu aniversário, e ela sempre me respondia: “Backyardigans , mamãe!”. Comecei, então, a comprar  tudo o que via para festas do quinteto mais amado da Bibi. Até que,  um dia,  em uma dessas lojas de artigos para festas, ela viu um prato da Galinha Pintadinha.  Desde então, a  resposta para aquele minha perguntou mudou: “Backyardigans e Galinha Pintadinha , mamãe” – era o que ela respondia agora entre pulinhos e  risos de alegria.  Até passou pela minha cabeça dizer que ela precisava es colher um só, não poderia ser dos 2 desenhos e tal. Mas aí ponderei: não poderia por quê? A festa  é da Gabriela, ela decide  quem será convidado e se quiser chamar seus amigos do quintal e a turma da Pintadinha é isso o que faremos. Lá fui eu atrás de artigos da Galinha.Como havíamos viajado em férias um mês antes, o Rodrigo pediu para que eu comprasse tudo pronto evitando, assim,  ter que correr para produzir a decoração. Mas não resisti. Sentindo que a  festa ficaria impessoal e genérica demais, decidi fazer os centros de mesa e as casinhas que enfeitariam a mesa do bolo.

O resultado não poderia ser melhor: minha pequena amou a festa dos Backyardigans e Galinha Pintadinha . Deu um trabalhão, é verdade. Mas  só para ver aquele sorriso eu faria tudo umas mil vezes novamente!

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Ontem eu e Gabriela fomos à casa da minha tia. Já fazia algum tempo que não a visitámos e, juntas da minha irmã e minha sobrinha, fomos nos aventurar pela gelada noite de terça-feira.
No carro, a caminho de lá, conversava com a Bibi sobre quem estaria lá e como seria legal brincarmos juntos. Minha pequena, em sua sabedoria de um ano e dez meses (completos ontem mesmo), repetia nome por nome com alegria: tia Dri, Naná, vovó Xuxu, tia Lili, tio Carlos, Pri, Allan… Ela continou a pensar em quem mais estaria por lá e disse: Biso.

Meu coração parou por um instante e não pude conter as lágrimas em meu olhar. Todas as vezes em que íamos à casa da Tia Eliana, encontrávamos o Biso Nelsinho. Mas agora ele já não estava mais lá. Em 02/05 Deus o recolheu. Sei que Deus está no controle de todas as coisas e que meu avô deve estar muito bem. Mas não pude conter a emoção e expliquei: “Meu amor, você se lembra quando eu lhe disse que Jesus tinha levado o Biso para ficar com ele? Pois então, hoje não o encontraremos, porque ele está no céu ao lado de Jesus. Mas um dia ainda iremos encontrá-lo novamente.” Difícil, né? Explicar a morte para uma criança tão pequena…

Mas confesso que deve ser ainda mais difícil porque este fato ainda mexe muito comigo. E como não mexeria? Não fomos feitos para morrer. Dói, a saudade amarga no peito. Já cheguei a me sentir culpada por ficar triste com a partida de meus avós, afinal, eles viveram suas vidas, tiveram filhos, netos, bisnetos, conheceram o Senhor… e tanta criança morre sem ter ao menos a chance de viver uma vida inteira… Mas logo parei de culpar-me. Impossível não nos entristecermos com a partida de alguém que amamos. O tempo nos ajuda a conviver com a dor, mas a saudade é sempre presente.

Este mês fez um ano que minha avó Irma faleceu, esposa do Nelsinho. E eu chorei mais um pouco. Em um dos momentos abracei minha pequena e disse: “Estou com muita saudade da Bisa”. Vez ou outra agora ela me abraça e diz a mesma coisa… Saudade da Bisa.

Biso Nelsinho no meu aniversário, há 2 anos. Bibi estava no barrigão...

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